01/06/11

Criatividade, fruta que se colhe na estrada.

Olá Amigo, bom dia!
Eu estava refletindo acerca do dito popular "necessidade faz sapo pular". Será? Pense comigo, pular não é algo natural no sapo, assim como andar é natural para no ser humano? Claro que sempre existem intercorrências, o sapo pode nascer com uma deformidade ou ter uma perna comida por outro animal, assim como as pessoas podem ficar impedidas de andar por variados motivos. Bem, depois dessa viagem fiquei pensando no conceito de critividade, que parece uma capacidade externa ao ser humano, algo que se pode ser aprendido ou/e comprado, mas não é. Eu mudaria a frase do sapo: "a vida faz o sapo pular". Penso em "vida" de forma amplificada, o ser humano 'vivo', ou seja, implicado com esse fenômeno explendoroso que é ter seu corpo animado, suas faculdades em atividade e interação com mundo, é criativo. Vejo o embotamento criativo como uma espécie de morte ou doença.
As empresas me pedem que eu realize trabalhos que ajudem suas equipes a serem criativas, isso é possivel e é viável, este é um trabalho que, no meu caso, jamais desatrelo da terapêutica, pois muitos entraves pessoais impedem que a criatividade (nata) se manifeste, ou mesmo, trabalhe na sua função principal que é resolver as questões da vida, para que a vida se perpetue, e gere ainda mais vida.
Criatividade e Vida são mais que conceitos, são arcanos que se relacionam e retroalimentam, são os elementos que fazem o ser humano levantar dia após dia e se manifestar no mundo, são o motor da sociedade.
Uma teórica que gosto muito, a Drª Fayga Ostrower, infelizmente falecida em 2001, desvela os caminhos do processo criativo. Ela parte da premissa que "Criar é formar", e destaca que "nossos atos" e as formas como os compreendemos, bem como aos seus impactos (externos e internos), permitem que vislumbremos a nossa ordem interior.
O ser humano está sempre em busca de significados e, a motivação, esse "pomo de ouro" que as empresas desejam possuir, ou adquirir para o seu corpo organizacional, seria nada mais que o resultado tanto da busca de ordenação (dos atos) quanto da busca de significação dos mesmos. Dessa forma a criatividade não é um fim, mas, processo, caminho, "a fruta que colhe na estrada". Ela é a recompensa pelo dispêndio de energia para se alcançar algo, o reflexo da implicação do indivídio para chegar ao lugar que deseja (mesmo que este lugar não exista de forma material, seja um sonho). Uma história Zen relata que o discípulo perguntou ao mestre qual era o caminho, e o mestre lhe responde, caminhe...
É assim que eu vejo a criatividade, como essa recompensa inesperada, que alcançamos sem perceber, por meio de uma idéia que nasce meio maluca, mas, prenhe de potencial, como um insight que nos mostra um desvio, uma ruptura com o senso comum, e daí faz surgir algo novo.
Drª Ostrower disser que o homem não cria porque quer ou porque gosta, mas porque precisa, pois, apenas criando, ele pode se ordenar-se (por dentro e por fora), enfim, ele pode dar forma, formar... A percepção de si mesmo dentro do agir é condição sine qua non da criatividae, é uma premissa básica da crição, e por isso criar vincula-se sempre a autoconhecer-se, vincula-se a capacidade de se tornar vulnerável e de ver o mundo não apenas com os olhos, mas com todos os sentidos reunidos e com o coração.
Esses processos de criação e autoconhecimento estão ligados por meio da cultura e marcam outras vidas, outras subjetividades, assim, lincamos a criatividade, também, ao campo do comum, do coletivo.
Criar é traduzir(-se), é ler e interpetar o mundo utilizando, para tal, a linguagem. Ao criar e ordenar os fenômenos o ser humano parte de motivações interiores, dessa forma, a motivação tem intensidade psíquica. Criatividade é Vida, por isso o sapo pula e encanta não porque precisa, mas porque está vivo!
abraços fraternos
renata bomfim

31/05/11

Nos campos da saúde mental

Foi em março de 2009 que ingressei nos campos da saúde mental, a partir da minha inserção no Programa de Xxtenção da Universidade Federal do Espírito Santo, Cada Doido Com Sua Mania (CDSM). O programa acabara de sair do Hospital Psiquiátrico Adalto Botelho, onde realizava uma série de atividades terapêuticas (especialmente as oficinas terapêuticas) com os pacientes e, junto com a Prefeitura de Vitória, estruturava o primeiro CAPS, Centro de Atenção Psicossocial, do nosso Estado, localizado na Ilha de Santa Maria. Eu entrei no CAPS sem ter a menor noção do que me aguardaria, até mesmo com um certo receio, era estudante de artes plásticas da Ufes na época. A idéia que tinha do dito "louco" era estereotipada, a do senso comum, pensava que doido rasgava dinheiro, etc e tal... Bem, deste primeiro contato com a clínica da psicose nasceu a paixão que nortearia toda a minha vida profissional e que direcionaria os meus estudos e pesquisas. Vou começar, a partir de hoje, a contar essa história para vocês.
abraços
Renata Bomfim

28/05/11

O despertar de uma nova humanidade



Olá amigos, tudo bem?
É alarmante observar como a educação ambiental ainda é tratada como algo externo a nós, (o termo "nós e a natureza", comprova essa dicotomia), integrando apenas atividades extracurriculares nas escolas, enquanto deveria o ser a diretriz básica de sustentação do nosso pensar, agir, enfim, do nosso viver...

É espantoso paramos para pensar que somos feitos da mesma matéria das estrelas, soa meio piegas, e até mesmo clichê, mas, já notaram como a contemporaneidade cínica faz parecer clichê todo discurso que tem potência de vida, de vida, de devir? Se falamos de amor, de solidariedade, de comunidade, logo perguntam se "seremos candidata a algum cargo político, ou abriremos uma igreja", no meu caso, que milito nos campos da educação humanitária, ouço, não pouco, as pessoas dizerem: " que desperdício, poderia estar fazendo pelas criancinhas e não por animais", bem, acontece que, geralmente, quem tece esse tipo de critica não faz nem por um e nem pelo outro.

Em tempos criticos onde os governantes o povo não tem a capacidade de lidar com a diversidade, nem mesmo de respeitá-la (refiro-me a grande maioria), numa demonstração explícita de ignorância ambiental, ou seja, alienação completa de si mesmo e  daquilo que consideramos "o outro", urge ouvirmos "a voz que vem do coração", como cantou Milton Nascimento. Urge deixarmos de lado a vergonha e assumirmos a nossa condição de vulneráveis, finitos, incompletos, anacabados, assentados mais no não saber, do que no saber, enfim, urge deixarmos aflorar, do mais profundo do ser, uma nova humanidade.

Abraços eco-fraternos e literários
Renata Bomfim

21/03/11

Sustentabilidade e História (palestra de sensibilização para a questão ambiental)

O lá amigos, compartilho com vocês algumas imagens de uma palestra que ministrei para a filial de uma multinacional instalada no ES. Apresentando um panorama do processo exploratório no nosso estado, o ES, desde a chegada dos portugueses, ate os dias de hoje. Olhem, por exemplo, a fala de Sócrates, que revela o equivoco, presente até hoje na consciencia das pessoas, de que a natureza é objeto de exploração, terra inesgotável, e o homem, senhor de todos os seres viventes. Mas sopram ventos de mudança...
A palestra focou o nosso estado, o ES, que era 90% coberta de mata atlântica e os restante do território por restinga, mangues e montanhas. O ES era considerado a capitania mais fértil do império e abastecia as naus que viajavam rumo ao exterior e a outras capitanias. Vejam por exemplo a Nau Breton, que também explorava e comercializava seres humanos.
Essa exploração mostrou que a terra não é inesgotável como acreditava Socrates, hoje muitos animais e exemplares da fauna já estão extintos, outros em processo de extinção. A banalização da vida, e a crueldade se tornaram algo comum, a exploração persiste com outros contornos e vernizes.
Observo que no meu estado, louva-se com festas e discursos a colonização (portuguesa, espanhola, italiana, etc) mas não se mostra a sombra espessa, os rastros de destruição deixados, e a divida que nós, filhos destes colonizadores, herdamos, e a divida que temos, também, para com os negros e os índios que habitavam essa terra antes dos exploradores chegarem.
Destaco o trabalho extraordinário de Educação Ambiental realizado pelo Mosteiro Zen Morro da Vargem, do qual tenho a honra de participar e que, que ensina que com atitudes cotidianas simples, com boa vontade, com consciencia,mesmo sem sermos de ongs ou qualquer instituição, podemos fazer a diferença para a criação de um futuro melhor, a partir da melhora do presente. Espero que gostem da apresentação...
Abraços
renata

Introdução a Arte de contar de Histórias

09/03/11

Instituto Zero a Seis: dedicação e trabalho pela primeira infância

Amigos,
É com alegria que informo estar parceriando trabalhos e idéias com o Instituto Zero a Seis. Convido vocês a conhecerem esta instituição, suas propostas e os trabalhos que vem realizando em prol das crianças, especialmente na primeira infância. Meu abraço fraterno a todos.
Renata Bomfim